Lu Veríssimo, artista plástico

nas obras da artista transparece, além de uma rica e bruta sensibilidade, um espantoso talento capaz de engendrar para cada composição a necessária dramaticidade que aficionados buscam em um trabalho de arte. O que diferencia uma insípida tentativa de criar de uma estonteante produção artística é que esta última nos faz sentir que ali uma intensa e enriquecedora narrativa está em ação; cabendo a cada um de nós elaborar seu próprio discernimento, um processo no qual Veríssimo nos mergulha à perfeição.

Série CONEXÃO ENTRE SERES

reconhecer os desenhos que nuvens criam ao se entrelaçar, escutar a cadência da chuva no telhado ou escutar o diálogo que duas sombras mantêm numa parede noturna, são manifestações inteligíveis apenas para poucos. Estes poucos são aqueles que olham para uma composição de Joan Miró e nela decifram uma cena do cotidiano com a mesma nitidez que um olhar comum enxerga um cartaz publicitário. Melhor que decifrar uma composição de Miró, Klee ou Fritz Winter seria poder decifrar sinais de seu próprio inconsciente: representações de angústia e desejo, exaltação e abstinência e transformá-las em linhas curvilíneas e formas biomórficas. É o que Verrísismo faz com seus desenhos que procuram fundir o reino do inconsciente em formas de vida essenciais das quais emanam aromas de humanidade e de amor às mulheres que constitui para Veríssimo a inesgotável fonte do impulso criativo.

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